As obras de modernização do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, seguem em ritmo acelerado, mas não serão entregues no prazo originalmente previsto pelo governo estadual (início de dezembro). Após vistorias da comissão médica e de representantes da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e da Dorna, novas adequações foram solicitadas — o que acabou adiando a conclusão do pacote de intervenções necessário para a homologação do circuito.
Apesar disso, a avaliação da FIM é de que, embora o “prazo seja muito apertado”, “não há motivo para alarme” neste momento, com as equipes trabalhando “incansavelmente” para deixar tudo pronto para o GP do Brasil, marcado para 22 de março de 2026.
Por que a entrega atrasou?
Segundo as informações apuradas nas vistorias, o atraso ocorreu porque foram solicitadas mudanças adicionais para atender exigências de segurança, estrutura e operação do evento. Entre os principais pedidos:
- Comissão médica: incorporação de uma cobertura no ponto de entrada da ambulância no centro médico, para garantir mais privacidade.
- FIM: solicitações concentradas no paddock, incluindo:
- alargamento das portas dos boxes em 1,5 metro (descrita como a obra de execução mais complicada e já iniciada);
- aumento da profundidade do espaço atrás da parte edificada (novo projeto aprovado e em execução);
- ajuste na maneira como as zebras estavam sendo montadas (trabalho já iniciado).
Com isso, a finalização do cronograma teve de ser readequada. A Secretaria de Estado de Esportes e Lazer (SEEL) informou que prefere não trabalhar com novas datas para evitar frustração de expectativas, mas afirma que as alterações “não comprometem o planejamento com a Dorna e a FIM” e que mais de 85% do trabalho já está concluído.

Como está o andamento das intervenções?
Do lado do acompanhamento internacional, a FIM informou que mantém monitoramento contínuo do progresso, com:
- representante da entidade acompanhando de perto;
- recebimento semanal de vídeos e fotos das obras.
Nos relatos mais recentes, a FIM apontou avanços importantes, como:
- primeiras camadas de asfalto já depositadas;
- vias de acesso preparadas;
- grande parte das barreiras já instalada;
- materiais de acabamento (como zebras, tintas homologadas, airfences e outras proteções) já encomendados.
Além disso, havia indicação de que a FIM não identificou problemas no asfalto e nas áreas de escape — pontos-chave para a homologação.
Homologação: evento-teste já está previsto
A etapa final do processo de homologação inclui um evento-teste reunindo equipe de comissários, resgate e médicos, entre 28 de fevereiro e 1º de março. A atividade será uma corrida de moto, sem público e fora do calendário oficial, organizada pela Brasil Motorsport, promotora do GP.
Investimento e impacto econômico
O governo de Goiás está investindo R$ 55 milhões na modernização do circuito. Um estudo do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos estima uma movimentação financeira superior a R$ 898 milhões com a realização da etapa.
MotoGP no Brasil: um retorno aguardado
A MotoGP não corre no Brasil desde 2004, quando a categoria passou pelo (hoje extinto) Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, houve protocolos de intenção para outros projetos, mas sem avanço. Goiânia, porém, já recebeu etapas do Mundial entre 1987 e 1989, reforçando a expectativa para este retorno.
Por Jeison Marques




Tomara que dê certo,nada p atrapalhar o espetáculo aqui no Brasil
Maniamoto como sempre traz uma matéria rica em detalhes. Parabéns!!!
Obrigado Tulio.